Era um dia nublado. A bandeira "verde-louro" tremulava para o lado sul. O sol do sino da Catedral confundia-se com o rock romântico que tocara em homenagem ao dia 13 de julho. Um vento gelado tocava o rosto da menina que observava tudo do alto. Lá em baixo, pessoas. Pessoas correndo, pessoas se abraçando, pessoas se olhando, pessoas escravizadas pela sociedade, pessoas paradas, pessoas conversando, pessoas diferentes, porém iguais, por serem somente pessoas. Ela olhou para o céu e só viu um conjunto de núvens cinzas que impediam o sol de brilhar. Neste momento, uma lágrima. Mas porque? Até então estava tudo tão bem. Havia tanta coisa acontecendo ao seu redor e ela só observando. Como se o tempo tivesse parado pra ela, afinal, ela necessitava de um tempo. O sino parou, os músicos fecharam o show. Porém, as pessoas continuavam lá, fazendo de suas vidas uma grande correria, sem ao menos olhar para o lado, olhar para o rosto daquele que passa, olhar para o rosto daquele que implora uma ajuda, olhar para o rosto daquele que está fazendo exatamente o que todas aquelas pessoas, naquele momento, naquele local, estão fazendo. Celulares, fones de ouvido, IPhone, Ipod, Ipad. Sociedade eletrônica, sociedade egoísta.
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