sábado, 24 de dezembro de 2011

2012

Sinceramente, não acredito que o mundo irá acabar em 21/12/2012 e, falando nisso, quase ningém mais fala nesse (im)possível acontecimento. Penso que isso foi só um mal entendido das previsões Maias, as quais tinham 2012 como um ano de fechamento de um ciclo, no entanto, temos que viver 2012 como se fosse o último, mas não por causa dos Maias ou do filme sensacionalista, mas sim, porque temos que aproveitar cada dia como se fosse o último, como se fosse o nosso último e nele, tentar mudar, tentar nos mudar, tentar mudar o que está mal, o que está errado, e assim, fazer do mundo, um lugar melhor para todos.
Acho que a música Até Quando de Gabriel O Pensador faz com que pensemos no nosso futuro ano.
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Até Quando (Gabriel O Pensador)

Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você... vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando? (Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?
Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente, seu filho sem escola, seu velho tá sem dente
Cê tenta ser contente e não vê que é revoltante, você tá sem emprego e a sua filha tá gestante
Você se faz de surdo, não vê que é absurdo, você que é inocente foi preso em flagrante!
É tudo flagrante! É tudo flagrante!
A polícia matou o estudante, falou que era bandido, chamou de traficante.
A justiça prendeu o pé-rapado, soltou o deputado... e absolveu os PMs de vigário!
A polícia só existe pra manter você na lei, lei do silêncio, lei do mais fraco: ou aceita ser um saco de pancada ou vai pro saco.
A programação existe pra manter você na frente, na frente da TV, que é pra te entreter, que é pra você não ver que o programado é você.
Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar.
O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar.
E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar
Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá.
Consigo um emprego, começa o emprego, me mato de tanto ralar.
Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar.
Não peço arrego, mas onde que eu chego se eu fico no mesmo lugar?
Brinquedo que o filho me pede, não tenho dinheiro pra dar.
Escola, esmola!
Favela, cadeia!
Sem terra, enterra!
Sem renda, se renda!
Não! Não!!
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?
 
Um Ano Novo de mudanças e realizações pra todos!
 
 
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O que é amor?

O tão falado amor que reina nos contos de fadas e em histórias épicas como Romeu e Julieta nos é ensinado desde pequenos por meio da família. Ao tornarmo-nos pré-adolescentes, por volta dos 12 anos, a concepção de amor muda, pois o que antes era sentido apenas pelos familiares e amigos, começa a ser sentido por alguém especial, um único alguem. Cada um tem um jeito diferente de sentir esse amor em si quando vê a pessoa amada: seja com o coração como se estivesse descarrilhando, com as pernas bobas, ou a falta de fala. Não há ser humano que nunca tenha sentido este sentimento nobre por alguem na sua vida, nem que seja a família. O amor nos faz viajar, perder horas e horas do nosso precioso dia (e da noite) à ficar pensando na tal pessoa tão querida. Por mais que este não seja correspondido, a gente tenta... e se ilude. Mas a realidade é que mesmo sem querer, nós, humanos, vivemos nossa vida a procura de um par. Era assim nos primórdios e de lá pra cá pouca coisa mudou nesse sentido. Quando por algum motivo não dá certo, choramos, nos desesperamos e queremos de todo o modo que fosse diferente. O problema é que chorar não adianta, e se adianta para algo, é para nos conformar. Tem aqueles amores que surgem na adolescência e perduram uma vida inteira e aqueles momentâneos cujo lema é "que seja eterno enquanto dure", como já dizia Vinicius. Acontece que do jeito que for o nosso jeito de amar, temos que senti-lo e vivenciá-lo ao máximo, pois quando correspondido é maravilhoso. Não tenha medo, arrisque-se e assuma as consequências. É melhor ficar pensando que a tua parte tu fizeste, do que ficar arrependido(a) de não ter feito.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Ni santas. Ni putas. Sólo Mujeres!"

Ontem, dia 28 de setembro, foi o dia em que mulheres Latino-Americanas e Caribenhas saíram às ruas para pedir aos governos que as deixem cuidar das suas vidas. Para esses países, é o dia pela Legalização do Aborto. Eu sei que para muitos, (e na maioria das vezes, muitas) aborto soa como um assassinato de um "bebe" que não tem culpa de ter "vindo ao mundo", porém, há controversas. Como já foi argumentado em outros blogs, uma pessoa é dada como morta - ou sem vida - desde que o Sistema Nervoso Central desta não mais funcione, porém, por lógica, um feto de até 12 meses (prazo máximo para a provocação do aborto nos países em que é legalizado) que não possui seu SNC totalmente completo e eu funcionamento, ainda não possui vida. E por falar em vida, 1 em cada 5 mulheres já provocaram um aborto e isso põe em risco suas vidas, tendo que recorrer, na maioria das vezes à clínicas clandestinas com péssima higiene, limpeza e sem nenhuma profissionalidade, porque são poucas as que podem pagar uma boa clínica ou viajar para o exterior para efetuar o aborto legalmente. Se o Estado não se submetesse aos dogmas religiosos de não abortar, o mundo não perderia 70 mil mulheres ao ano. Imaginemos a seguinte situação: Uma menina de 15 anos, moradora de uma favela brasileira, com problemas familiares, educação precária e falta de informação, engravida e o pai da criança não quer nem saber dos dois.  Ela tem duas opções. A primeira é ter o filho em uma condição talvez mais precária que a dela mesma, sem educação, sem saúde, sem lazer, sem moradia, correndo riscos frente ao tráfico, as drogas e a violência da cidade grande. A segunda opção é abortar, pois assim, ela pode ter ao menos mais uma chance de poder crescer e sair daquela vida que a foi imposta. Ela vai até uma clínica clandestina e de lá vai direito para o SUS pois em 5 anos, 1,2 milhões de mulheres foram internadas pelo Sistema Único de Saúde por causa de complicações em abortos clandestinos. Se ao menos o governo legalizasse este ato, que é aceito em diversos países europeus e até na América do Norte, com certeza, diminuiria a morte de diversas mulheres, pois proibir o ato, não impede que elas o façam. Somos mulheres e podemos votar. Somos mulheres e podemos lutar. Somos mulheres e podemos amar. Somos mulheres e podemos trabalhar. Somos mulheres e podemos estudar. Somos mulheres e devemos ter o direito de cuidar do nosso corpo e da nossa vida!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Eu acredito na rapaziada."

Este episódio da ocupação da Reitoria da UFSM tem despertado as mais distintas opiniões, inclusive de que a gurizada está passando dos limites.
Ora, alguém já imaginou algum tipo de manifestação que não cause transtorno a ninguém? Se não incomoda, não tem poder algum de obter algum resultado.
Sei que o bom senso devia me convencer que eu devia ficar fora desta, porque parece que não tenho nada a ver com o caso, mas como cidadão acho uma barbaridade que, em vista da greve de servidores, os estudantes se vejam há mais de dois meses sem RU e sem Biblioteca.
Convenhamos que esta gurizada é abusada. Quer ter o direito de comer e estudar. Pode uma coisa destas?
Faz dois meses ou mais que estudantes pobres, muitos morando naquele palacete chamado Casa do Estudante, eufemisticamente chamada de CÉU, e que tem enormes dificuldades para pagar um sanduíche sequer, não recebem alimentação no RU.
As aulas continuam e os trabalhos escolares também. No entanto, a Biblioteca está fechada!
Fala sério gurizada, quem não tem pão que coma brioches. Quem não tem almoço barato que venda os poucos livros velhos que tem, quem sabe as roupas, aquele único tênis rasgado que calça, quem sabe a dignidade?
Eu morei na Casa do Estudante 1 e comi no RU por quatro anos, o que muito me envaidece, pois foi a única maneira de obter meu diploma e hoje poder ter orgulho de dizer que estudei na UFSM e, pretensiosamente, poder dizer que venci na vida.
Muitas vezes comia na casa de algum colega e vendia (era ilegal, claro, mas agora já está prescrito o crime!) o ticket do jantar, e aí ia levando, até me formar.
Só tinha condições de fazer algum trabalho porque havia a biblioteca, porque comprava num semestre um livro indicado pelo professor e o vendia no semestre seguinte, para comprar o volume 2.
Esta gurizada de hoje faz festa, e isto é muito bom, pois luta tanto quanto eu para ser reconhecido, e não é justo que tenham de aceitar todo o desprezo do Estado-União quanto aos seus mais elementares direitos.
A questão não é saber quem é culpado pela greve dos servidores, mas é certo que a responsabilidade todos sabem de quem é: da União irresponsável. Tem dinheiro para tudo, menos para dar aos estudantes bóia e biblioteca.
Depois não sabem por que as bibliotecas estão vazias!
Sem violência às pessoas e sem destruição do patrimônio público (que disto já está se encarregando o Estado), toda manifestação por direitos é justa, válida e legítima.
Rapaziada, eu acredito em vocês.

João Marcos Adede y Castro

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nota de Esclarecimento Público

Na edição do Jornal da A Razão de hoje, dia 06 de Setembro de 2011, a ocupação da Reitoria da UFSM foi tratada na manchete de capa como um movimento que “já passou dos limites”. Na reportagem, no interior do jornal, foi colocado que os estudantes “expulsaram” o repórter e o fotógrafo do Jornal, o que não aconteceu. Em função disto, enviamos uma nota ao Jornal que publicamos abaixo na íntegra.

                                           NOTA DE ESCLARECIMENTO PÚBLICO

Santa Maria, RS – 6 de setembro de 2011

Cremos que a gestão da universidade não vem cumprindo com seu papel de forma eficiente, principalmente no que tange a contratação de novos professores e técnico-administrativos e a melhoria da infraestrutura e da assistência estudantil – demandas históricas e de inegável deficiência na atual expansão da Universidade. Por isso, em Assembleia Geral dos Estudantes, na última quinta-feira, dia primeiro de setembro, decidimos pela ocupação pacífica e organizada do prédio da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria.
Nosso movimento é legítimo, pois se trata de um prédio público, onde o povo tem a liberdade e o dever de exigir respostas daqueles que lidam com os recursos públicos. Somos todos estudantes e, como tais, zelamos pelo patrimônio desta que é também nossa Universidade. Julgamos que o fechamento da entrada principal fosse necessário, pois, mesmo que cobremos – já há anos – atitudes concretas com respeito a pautas que têm sido colocadas em segundo plano, a Reitoria não se dispôs a negociar efetivamente.
Ressaltamos, no entanto, que a entrada principal não é o único meio de acesso ao prédio, havendo duas outras entradas, que foram fechadas por decisão do próprio vice-reitor, Dalvan Reinert. Destaca-se que ontem, dia 5 de setembro, foi decidido que haveria reunião às 16 horas- com a comissão da reitoria incumbida de negociar- mesmo com a ciência da Reitoria sobre o fechamento parcial da entrada principal conforme consta em ata, assinada pelas duas comissões designadas para a negociação.
Organizamos uma Comissão de Ética que analisará a entrada de pessoas envolvidas em demandas urgentes, como, por exemplo, as do Hospital Universitário e as relacionadas às licitações necessárias para o atendimento às propostas do movimento. Nesse ínterim, entendemos que a mídia não deva tampouco ter acesso ao prédio, pois, como vimos na edição do jornal A Razão do dia de hoje, a imprensa em geral não tem tratado o assunto de forma minimamente imparcial.
A Comissão de Negociação formada é mediadora, salientando-se que todas as decisões, incluindo a manutenção da ocupação, cabem, portanto, a todos os estudantes aqui presentes. Ratificamos, assim, que permaneceremos ocupando o prédio até que a Reitoria apresente um projeto que contemple todas as reivindicações, que, afinal, são de toda a comunidade universitária.

Saudações estudantis,

Assembleia Geral de Ocupação

#OcupaçãoReitoriaUFSM

Há exatamente uma semana, acadêmicos de diversos cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) apoiados por alguns professores e pela ASSUFSM, ocuparam o edifício da Reitoria, para protestar contra o descaso da mesma. O Movimento Estudantil (ME) juntamente com o DCE/UFSM estão continuamente no local, reivindicando diversas melhorias em uma mas melhores universidades do Brasil. Aos poucos, negociações estão sendo feitas entre líderes do Movimento e representantes da Reitoria, porém, nem todas as negociações estão seguindo a risca as pautas dos estudantes, fazendo com que eles resistam no edifício. Segundo a "Nota de Esclarecimento Público" escrita por membros do Movimento e enviado ao Jornal A Razão (SM), "a universidade não vem cumprindo com seu papel de forma eficiente, principalmente no que tange a contratação de novos professores e técnico-administrativos e a melhoria da infraestrutura e da assistência estudantil. Portanto, no dia primeiro de Setembro de 2011, em Assembleia Geral dos Estudantes, foi decidido que ocorreria a ocupação pacífica e organizada do prédio da reitoria da Universidade." Além das pautas citadas a cima, os manifestantes exigem 10% do PIB brasileiro para a educação. Quem quiser, pode acompanhar a manifestação ao vivo pelo twitter, facebook e blogs da ocupação e de manifestantes, além de vídeos exibidos no YouTube.

http://twitter.com/#!/UFSMocupada

http://dceufsm.blogspot.com/

http://ocupacaoreitoriaufsm.wordpress.com/

http://www.youtube.com/user/ytjlzasso#p/u

Boa Luta aos companheir!@s

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uma boa explicação (eu acho)!

Galera! devem ter notado que faz tempo que não posto nada aqui no Prosa_e_Poesia, mas tenho uma boa explicação. Segundo semestre do último ano antes de entrar na faculdade. Provas, obrigações, trabalhos, vestibular, PEIES, ENEM. Mas, em breve, voltarei a escrever sobre os fatos ocorridos na sociedade. Beijos.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um dia diferente, porém, igual.

Era um dia nublado. A bandeira "verde-louro" tremulava para o lado sul. O sol do sino da Catedral confundia-se com o rock romântico que tocara em homenagem ao dia 13 de julho. Um vento gelado tocava o rosto da menina que observava tudo do alto. Lá em baixo, pessoas. Pessoas correndo, pessoas se abraçando, pessoas se olhando, pessoas escravizadas pela sociedade, pessoas paradas, pessoas conversando, pessoas diferentes, porém iguais, por serem somente pessoas. Ela olhou para o céu e só viu um conjunto de núvens cinzas que impediam o sol de brilhar. Neste momento, uma lágrima. Mas porque? Até então estava tudo tão bem. Havia tanta coisa acontecendo ao seu redor e ela só observando. Como se o tempo tivesse parado pra ela, afinal, ela necessitava de um tempo. O sino parou, os músicos fecharam o show. Porém, as pessoas continuavam lá, fazendo de suas vidas uma grande correria, sem ao menos olhar para o lado, olhar para o rosto daquele que passa, olhar para o rosto daquele que implora uma ajuda, olhar para o rosto daquele que está fazendo exatamente o que todas aquelas pessoas, naquele momento, naquele local, estão fazendo. Celulares, fones de ouvido, IPhone, Ipod, Ipad. Sociedade eletrônica, sociedade egoísta.

sábado, 25 de junho de 2011

Um mandato. Três aumentos.

É impressionante, desde 2009, quando Cezar Schirmer assumiu a Prefeitura de Santa Maria,   a passagem do transporte coletivo aumentou três vezes. A primeira, foi em março de 2009, três meses após ele ter se tornado prefeito, e subiu de R$1,80 pra R$2,00. A segunda foi em outubro de 2010 e aumentou o preço de R$2,00 para R$2,20. Nesta última quarta feira, Schirmer recebeu representantes do DCE da UFSM e do Coletivo Barricadas Abrem Caminhos, na Prefeitura e, no final da reunião, quando foi perguntado sobre o aumento, disse que só estaria esperando eles saírem para assinar o documento que aprovaria o aumento da passagem de 2,20 para 2,30, como relatou a Revista “O Viés” escrita por estudantes do Jornalismo da UFSM.
Porém, o mais intrigante, é que desde o primeiro aumento, a desculpa que o Prefeito e seus apoiadores usam, é a Passagem Integrada, que está sendo prometida desde o início de 2009 e que até hoje, não foi feita. Isso mesmo caro leitor, não há integração de verdade em Santa Maria. O que há, é um mísero desconto de 50% no segundo valor da passagem, sendo que em uma real integração, a segunda passagem não é paga pela população.
E mesmo assim, com todo esse caos no Transporte Coletivo Urbano, a prefeitura alega que está tudo muito bem, planejando até colocar ar-condicionado nos ônibus com maiores trajetos. Entretanto, não se dão conta que enquanto eles colocariam acessórios em alguns ônibus, em muitas localidades de Santa Maria, não há sequer uma parada descente para os trabalhadores e estudantes que esperam muitas vezes na chuva a demorada condução.   
Engana-se quem pensa que é só isso. Infelizmente, é quase impossível apresentar todos os problemas e as indignações em apenas um texto, pois só quem anda de ônibus diariamente sabe quais os problemas existem. Porém, nas linhas anteriores, tentei passar a minha indignação com o descaso da prefeitura em relação ao Transporte Coletivo, que é subordinada aos interesses dos grandes empresários santa-marienses.

domingo, 17 de abril de 2011

O ex/futuro Movimento Estudantil Secundarista

O Movimento Estudantil Secundarista surgiu na década de 60 com o Golpe Militar de 64 e teve seu auge em 1967. Naquele tempo, os Secundaristas, juntamente com o restante do Movimento Estudantil, batiam de frente com os militares. Porém, muitas vezes lutavam pela democracia bem mais que este restante, pois era o futuro deles que estava em jogo. E hoje, aonde está o Movimento Secundarista?
Eu, como Estudante Secundarista, vejo que os jovens não estão mais se preocupando com a questão política e social, mas sim, em entrar em uma universidade, pois é lá onde começam as lutas. Esse pensamento está super equivocado, pois temos que ter opiniões formadas sobre vários assuntos políticos, sociais e culturais antes de chegar na universidade. Ao meu ver, os colégios e escolas de Ensino Médio só dão conteúdo em cima de conteúdo, onde o jovem não aprende a pensar no mundo, mas sim, em álgebra, empuxo, sintaxe, botânica e outros conteúdos em que muitas vezes, nunca iremos ocupar.
A recuperação do Movimento Secundarista depende somente de nós e se não começarmos a nos preocupar agora, será tarde de mais. Precisa-se incluir o jovem em rodas de conversa que são pouco faladas nas rodas de amigos. Não deve ser uma palestra, pois é muito formal, e, consequentemente, torna-se "chata", mas uma conversa, um debate. Só assim iremos REconquistar este movimento que se perdeu no tempo e que é tão importante para o Brasil.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Viva la Revolucion!

Primeiramente pensei. Depois, conversando com minha mãe, chegamos a uma conclusão. A Revolução Cubana de 1959, que derrubou o então presidente Fulgencio Batista e colocou Fidel Castro no poder, implantando assim o socialismo real, tem prós e contras. Ou melhor, muito mais prós do que contras. Pensando pelo lado capitalista das mentes brasileiras, Cuba é tida como uma prisão aos anti-socialistas, ou devo dizer, direitosos. Prisão no sentido de não poder sair da ílha e ter que viver em um sistema igualitário, nos moldes do socialismo marxista-leninista. É ruim também para as mentes capitalistas que querem ter carros novos, empreendimentos que deem (muito) lucro, enfim, uma vida diferenciada das demais. Pensando pelo lado socialista, os Irmãos Castro, juntamente com Ernesto ''Che'' Guevara e outros (poucos) homens, merecem nossas considerações. Até hoje, 52 anos após La Revolucion, o socialismo perdura. Em Cuba, apesar dos carros antigos, o investimento no ramo da medicina é de última geração. Lá não há desigualdades sociais e os políticos não ganham 49 salários mínimos, como, infelismente, ocorre no Brasil. Cada profissão é valorizada como deve e um médico não ganha mais que um professor. Em Cuba, 99,8% da população acima de 15 anos, sabe ler e escrever. Cuba tem o menor índice de mortalidade infantil e a espectativa de vida dos habitantes fica entre 75 e 79, superando a média brasileira que fica próximo aos 73. Em Cuba, 85% da população tem casa própria e os restantes 15% pagam aluguel de 1 ou 2 dólares ao mês. Lá, as crianças tem acesso ao esporte e a cultura e não há mendigos nas ruas. A pobreza é pouca e a desigualdade social é menor ainda.
Frente a esses dados, só tenho 3 coisas a dizer:
Viva la revolucion!
Viva Fidel!
Viva el pueblo Cubano !

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Esses dias eu estava vendo algumas coisas em minha gevata e achei um livrinho de propaganda política de Prefeito aqui de Santa Maria.O folheto fala do "Ser Jovem". Reli o texto e é bem verdade o que diz lá. O texto é o seguinte:
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"Os pessimistas não são capazes dr enxergar o futuro. Seus olhos são opacos, verdadeiros buracos negros de esperanças. Já os iluministas estão apartados do presente. Suas construções são feitas de areia, seus dons, não mais que fugazes.
Nem um nem outro podem nos guiar pelos caminhos do que virá. Desesperanças e ilusões não nos servem, porque somos jovens: Nosso corpo é jovem, nossa vóz é jovem e nossa alma também.
Nossos dedos tateiam o que ainda não aconteceu, mas nossos pés estão firmes sobre a terra que nos alimenta. Temos a força do arco, a têmpara do aço, a energia do sol. E vencemos o horizonte para cravar nossas flechas sobre as injustiças e o medo. Nossa vitória, é a vitória do povo.
Somos futuro, mas somos presente também. Somos até passado, pois são os poucos anos que vivemos como jovens que dirão o que será uma vida inteira. Sabemos que os caminhos estão abertos, mas também que eles já passaram por nossas pegadas juvenis.
Nossas opções são como esse texto: meio desconexas, um pouco desajustadas, muito coerentes com a experimentação. Há uma colcha de retalhos em nosso dia-a-dia, um bordado de vó no que acreditamos, um cheiro de casa de primos em nossas memórias.
Há copos, noites, beijos, mudanças, quilômetros descalços, estrelas no céu, guardanapos rabiscados, olhares e mais olhares, uma música do Legião, camisetas do Chê, dinheiro contado, viagens de ônibus, horas do recreio, bancos de praças, tênis gastos, um jeans rasgado, boné de time de basquete, lágrimas, amigos que partiram, baladas, flores, irmãos mais novos, turmas novas e eternas, greves, cabelos compridos, cabelos vermelhos, cabelos raspados, piercings, tatuagens, vestibular, aulas de química, passagens estudantis, tardes na serra, amores eternos nos segundos que duram um beijo. Mas há acima de tudo, Fé. [...]
Saibam, então, senhores do pessimismo, senhores das ilusões, que vocês não serão nunca nossos mestres.
Habitamos o mundo dos sonhos possíveis, das utopias que guiam a ação concreta, das criações que nascem do coração. [...]"

(Texto Adaptado)

"Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética." (Ernesto "Chê" Guevara)

Robôs com sentimento

Depois de dois meses de férias, as aulas recomçaram. Já não bastava a demora na readaptação à rotina, ainda tem a pressão imposta por professores, amigos, conhecidos, parentes e até da própria sociedade. Eles nos cobram que nós saibamos todo o conteúdo e que sejamos impecáveis no vestibular, já que, Santa Maria, é uma cidade universitária. Como se não fosse, de certa forma, pesado, ainda temos que nos decidir que rumo dar a nossa vida, ou seja, que profissão escolher. E nessas horas, a preocupação com o salário depois de formado, pesa bastante na escolha, deixando de lado, algumas vezes, a nossa vocação. Também, em certas famílias, impera o desejo imposto pelos pais da escolha profissional do estudante. Penso que quem deve escolher a nossa profissão, somos nós mesmos e não os outros, mesmo que "os outros" sejam os nossos parentes mais próximos. Aqui, na "Terra do Vestibular" ou passa no vestibular logo que sai do Ensino Médio, ou fica mais um ano inteiro revendo todo o conteúdo que cai na prova seletiva. Alem disso, alguns colégios tem as formaturas de Ensino Médio, que, tem que ser "Impecável". Temos que estudar para as provas e fazer trabalhos do colégio. E, como se não bastasse tudo isso, ainda temos que fazer o sacrifício de cuidar de nós mesmos, porque senão, todos esses acontecimentos que dependem da nossa boa saúde, vão por água abaixo. Portanto, temos menos de dez meses pra estudar para as provas e os trabalhos do colégio, escolher o curso que iremos prestar no vestibular, estudar para o vestibular, organizar a formatura de Ensino Médio e ter tempo pra nós, pra nossa saúde, pra nossa felicidade, pra nossa vida. E depois ainda dizem que o jovem é vagabundo. Ah, faça-me o favor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Santa Maria "mortificada"

Ultimamente aqui em Santa Maria, RS, as coisas não tem dado muito certo. A última ideia que o Prefeito teve, foi de "revitalizar" uma das principais avenidas da cidade, a Av. Rio Branco. Até os camelôs foram retirados. Essa ideia eu aplaudo. Mas, junto com a suposta "revitalização" veio a "mortificação" das árvores. Várias delas foram derrubadas sem dó nem piedade e a maioria não apresentava risco nenhum à população Santa-mariense, ao contrário, era sinonimo de sombra e "ar condicionado" natural.
Para vocês entenderem melhor, no meio da avenida há o Supermercado Carrefour, antes e depois dele, poucas árvores foram derrubadas, mas na frente da loja, não há mais árvore. Ou seja, fizeram a "mortificação" das árvores para a aparição do Carrefour.
Santa Maria é uma cidade muito quente no verão, por se situar entre morros, e agora, sem pouco menos de 100 árvores ficará ainda mais quente. Agora, o que está feito, está feito e não se pode voltar atrás. O que se pode fazer é parar de cortar essas preciosidades naturais e plantá-las com a esperança de que um dia sejam iguais as que foram arrancadas do solo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O morro não é de pedra não!

Na primeira semana de 2010, uma catástrofe natural (ou não) abalou Angra dos Reis -RJ- deixando mortos e feridos, tanto fisicamente, quanto psicológicamente. Crianças, mulheres, homens, idosos, ricos e pobres. O morro não escolheu, simplismente desabou. Deixando os moradores de Angra sem moradia, sem comida, sem pertences, tendo somente, a família, os amigos, os vizinhos e os conhecidos, onde em uma situação assim, tornam-se todos irmãos.
Um ano após o desabamento em Angra, novamente na primeira semana de janeiro, outras catástrofes ambientais ameaçaram o Rio de Janeiro, causando até então em torno de 670 mortos, muitos feridos, centenas de desabrigados pais sem filhos e filhos sem pais. Este ano, ocorreu em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, entre outras cidades da serra do Rio de Janeiro.
Esses tristes acontecimentos unem os brasileiros e põe-nos o sentimento de solidariedade. Doações dos quatro cantos do país estão chegando ao Rio com o propósito de sanar, pelomenos as necessidades básicas das vítimas.
Esses desabamentos são resultados de anos e anos de construções inadequadas nos morros. E isso não é culpa dos atuais prefeitos das cidades, mas sim, dos antigos prefeitos, que permitiram a construção das casas mais antigas por lá. E não pense que isso é um fato isolado, pode acontecer em qualquer lugar que possui casas empilhadas nos morros. Não ache que "o morro é de pedra", pois não é e está provado que não.
Portanto, é melhor previnir do que remediar. Vamos falar, fazer a nossa parte, avisar. Porque depois, a solução é enviar donativos aos feridos e desabrigados.

Dilma, de 13 à 4.

E ai galera, como está sendo as férias? Fazia tempo que eu não postava nada aqui no Prosa_e_Poesia. Penso que mesmo tendo se passado 16 dias da posse da nossa Presidenta (como ela prefere ser chamada) Dilma Rousseff, eu deveria fazer alguns comentários sobre a belíssima, emocionante e inesquecível cerimônia de posse no dia 01/01/11. Primeiramente, faço a explicação do título: O dia da posse - 01/01/11 - tem soma igual a 4 (1+1+1+1 = 4). O número de letras que tem o nome Dilma Rousseff é 13, onde 1+3 = 4. Como também tem 4 letras a soma de 1+3 (13) que é o número do partido de Dilma (PT). Dilma desceu a rampa do Planalto ás 4:44 da tarde do primeiro dia de 2011, e para finalizar: O tempo deste mandato são 4 anos. Então, tendo ou não uma coincidência aí, é algo para se pensar.
Voltando aos acontecimentos da posse, Marcela Temer, a mulher do Vice-Presidente, chamou a atenção com sua trança e sua face séria. Lula, ao passar a faixa presidencial para Dilma tascou-lhe um abraço forte e fraterno de emocionar petistas e simpatizantes. Ver Hugo Chavez (Venezuela) e Hillary Clinton (EUA) ''em paz'' na fila para parabenizar Dilma foi algo inesperado. E referente a esse assunto de Chavez e Hillary, desprezo totalmente o comentário dispensável da revista Veja de 5/janeiro/2011, que chama Hugo Chavez de "tiranete venezuelano"e usou a seguinte frase: "falastrão "antiestadunidense", que é como os perfeitos idiotas latino-americanos gostam de se autodefinir.". A Veja fala de tudo, mas o respeito com as autoridades é "um zero a DIREITA, depois da vírgula".
Mas algo totalmente emocionante, foi ver a Dilma ás 4:44 da tarde do dia 01/01/11 com um terninho branco simbolizando a paz, descendo a rampa do planalto, com a faixa "verde-louro", como uma vez, desceu o Presidente cujo deu o golpe militar e "indiretamente" mandou torturá-la.
Enfim, uma cerimônia de posse diferente e cheia de surpresas, como será os próximos 4 anos de Dilma no poder. Afinal, é uma mulher no comando do Brasil.