quinta-feira, 29 de setembro de 2011

"Ni santas. Ni putas. Sólo Mujeres!"

Ontem, dia 28 de setembro, foi o dia em que mulheres Latino-Americanas e Caribenhas saíram às ruas para pedir aos governos que as deixem cuidar das suas vidas. Para esses países, é o dia pela Legalização do Aborto. Eu sei que para muitos, (e na maioria das vezes, muitas) aborto soa como um assassinato de um "bebe" que não tem culpa de ter "vindo ao mundo", porém, há controversas. Como já foi argumentado em outros blogs, uma pessoa é dada como morta - ou sem vida - desde que o Sistema Nervoso Central desta não mais funcione, porém, por lógica, um feto de até 12 meses (prazo máximo para a provocação do aborto nos países em que é legalizado) que não possui seu SNC totalmente completo e eu funcionamento, ainda não possui vida. E por falar em vida, 1 em cada 5 mulheres já provocaram um aborto e isso põe em risco suas vidas, tendo que recorrer, na maioria das vezes à clínicas clandestinas com péssima higiene, limpeza e sem nenhuma profissionalidade, porque são poucas as que podem pagar uma boa clínica ou viajar para o exterior para efetuar o aborto legalmente. Se o Estado não se submetesse aos dogmas religiosos de não abortar, o mundo não perderia 70 mil mulheres ao ano. Imaginemos a seguinte situação: Uma menina de 15 anos, moradora de uma favela brasileira, com problemas familiares, educação precária e falta de informação, engravida e o pai da criança não quer nem saber dos dois.  Ela tem duas opções. A primeira é ter o filho em uma condição talvez mais precária que a dela mesma, sem educação, sem saúde, sem lazer, sem moradia, correndo riscos frente ao tráfico, as drogas e a violência da cidade grande. A segunda opção é abortar, pois assim, ela pode ter ao menos mais uma chance de poder crescer e sair daquela vida que a foi imposta. Ela vai até uma clínica clandestina e de lá vai direito para o SUS pois em 5 anos, 1,2 milhões de mulheres foram internadas pelo Sistema Único de Saúde por causa de complicações em abortos clandestinos. Se ao menos o governo legalizasse este ato, que é aceito em diversos países europeus e até na América do Norte, com certeza, diminuiria a morte de diversas mulheres, pois proibir o ato, não impede que elas o façam. Somos mulheres e podemos votar. Somos mulheres e podemos lutar. Somos mulheres e podemos amar. Somos mulheres e podemos trabalhar. Somos mulheres e podemos estudar. Somos mulheres e devemos ter o direito de cuidar do nosso corpo e da nossa vida!

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